A economia de Portugal hoje

Portugal

um retrato da economia nacional hoje

    Durante o primeiro trimestre de 2017, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística de Portugal (INE), o PIB português cresceu 2,8% em comparação com o mesmo período no ano anterior. Esse crescimento foi o melhor desempenho econômico de Portugal desde 2007, recorde que teve como principais responsáveis as exportações e os investimentos no país.

    Muitos setores produtivos merecem atenção de potenciais investidores em Portugal, país que oferece excelentes atrativos para áreas como o Turismo e o Imobiliário e também evoluiu muito em atividades ligadas a indústrias como a automobilística ou a farmacêutica, assim como as tecnologias de informação.

    Para compreender melhor a situação atual da economia de Portugal, apresentamos nas páginas seguintes 14 gráficos e mapas que demonstram a evolução recente dos principais indicadores econômicos do país.

Após seguidos anos de retração, o PIB português passa hoje por um crescimento moderado. Como visto no gráfico ao lado, esse indicador caiu em três anos consecutivos entre 2011 e 2013, período de fortes crises e reajustes econômicos na Europa. Por outro lado, a economia portuguesa voltou a crescer no ano seguinte, registrando uma evolução de 0,9% em 2014, 1,6% em 2015 e 1,4% em 2016. Segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB deverá subir 1,7% em 2017 e 1,5% em 2018. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística português, ainda, o PIB português teve um crescimento real de 2,8% no primeiro trimestre de 2017 em relação ao mesmo período no ano anterior, registrando assim a maior subida em 10 anos.

Um dos fatores mais importantes no cálculo do PIB, o consumo caiu em 2015. Como representado ao lado, tanto os gastos do Governo quanto o consumo das famílias passaram por anos de seguido crescimento até 2008, mas entraram em tendência de queda desde o ano seguinte. Em 2015, os gastos públicos caíram 15% em relação ao ano anterior, enquanto o consumo das famílias desceu 14%. Ainda não há dados concretos sobre o consumo em 2016.

Apesar da queda do consumo, o índice de desemprego vive um período de descida. Como é possível ver no gráfico ao lado, o percentual de trabalhadores em idade ativa sem emprego declarado aumentou rapidamente de 7,55% em 2008 para 16,18% em 2013. Por outro lado, esse indicador caiu nos três anos seguintes, atingindo 11,16% em 2016. De acordo com estimativas do FMI, o desemprego continuará essa tendência, caindo para 10,61% em 2017 e 10,12% em 2018.

Como consequência da modesta evolução do consumo, a inflação apresentou baixos valores nos últimos anos. Conforme observado ao lado, a evolução dos preços da cesta básica manteve-se estável entre 2% e 3% ao ano até 2008, caiu 0,89% em 2009 e voltou a subir nos quatro anos seguintes. Mais recentemente, Portugal passou por uma nova deflação em 2014, quando os preços caíram 0,28%, mas voltou a registrar inflação nos dois anos seguintes, embora em níveis próximos a zero. Segundo estimativas do FMI, a inflação será de 1,2% em 2017 e de 1,4% em 2018.

No nível mensal, a inflação manteve-se bem controlada nos últimos meses, tendo acelerado um pouco no início deste ano. Como visto no gráfico ao lado, os preços da cesta básica subiram entre 0,3% e 0,9% por mês de julho de 2015 a dezembro de 2016. De janeiro a abril de 2017, por outro lado, a inflação foi de, em média, 1,33%.

Uma vez que Portugal é Estado-Membro da União Europeia, o Governo português não possui autonomia para definir uma taxa de juros para o país, devendo seguir a estabelecida pelo Banco Central Europeu para todo o bloco. Como representado ao lado, desde 10 de março de 2016 essa taxa é de 0% , o menor valor histórico para esse indicador.

Outra consequência de Portugal ser Estado-Membro da União Europeia é a utilização do Euro, a moeda oficial do bloco. Como é possível observar no gráfico ao lado, o valor cambial do Euro frente a um Dólar dos Estados Unidos registrou considerável instabilidade nos últimos meses, tendo caído nos primeiros meses de 2016, subido nos meses finais e, mais recentemente, voltou a cair no início de 2017. Essa variação cambial, no entanto, foi mais afetada por questões relacionadas aos Estados Unidos, como as recentes elevações das taxas de juros e as incertezas políticas vividas durante e após o período eleitoral desse país.

Apesar da instabilidade na evolução do PIB nos últimos anos, a atratividade de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em Portugal variou pouco no mesmo período. Como o gráfico ao lado demonstra, esse indicador subiu rapidamente de 2004 até 2007, mas manteve valores entre US$ 103 bilhões e US$ 123 bilhões desde então. Em 2015, ano mais recente com valores em estoque consolidados, a entrada de IDE foi de US$ 114,22 bilhões.

 

No âmbito do comércio internacional, Portugal viveu certa instabilidade nos últimos anos. Como visto ao lado, as exportações passaram por um período de rápida subida entre 2005 e 2008, mas sofreram uma grande queda na crise de 2009. Em 2011, esse indicador recuperou os valores de antes da crise, manteve-se durante três anos, mas caiu 13,5% em 2015. Em 2016, as vendas ao exterior foram de US$ 55,66 bilhões, valor 1% maior do que o registrado no ano anterior, mas 13% menor do que em 2014. O principal motivo para a queda dos dois últimos anos é a desaceleração econômica de alguns dos principais destinos das exportações portuguesas, como Angola, Brasil e China. Segundo estimativas do FMI, por outro lado, as exportações deverão crescer, em volume, 4,5% em 2017, assim como em 2018.


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Assim como as vendas ao exterior, as importações passaram por uma grande subida entre 2005 e 2008, mas sofreram uma grande queda em 2009. Por outro lado, como visto à direita, as compras de bens e serviços do exterior ainda não recuperaram os valores de antes da crise. Em 2016, o valor total das importações foi de US$ 67,58 bilhões, número 1% maior do que no ano anterior, mas 14% menor do que em 2014. De acordo com estimativas do FMI, no entanto, as importações deverão crescer, em termos de volume, 4,72% em 2017 e 4,37% em 2018.



 

Analisando os principais destinos e produtos das exportações, nota-se considerável variedade e, portanto, pouca dependência. Como visto no mapa acima, 15 países diferentes foram, sozinhos, responsáveis por pelo menos 1% das vendas de Portugal ao exterior em 2016. Os principais, no entanto, foram Espanha, França e Alemanha, revelando grande destaque para os países vizinhos.

Quanto às categorias de produtos mais exportadas, o gráfico ao lado demonstra que, em 2016, as principais foram veículos, equipamentos, máquinas, combustíveis e plástico. Mesmo assim, é possível perceber uma grande variedade na pauta exportadora.



 

Nas importações, por outro lado, é possível observar maior concentração em ambos os critérios. Como o mapa acima demonstra, os cinco principais parceiros comerciais do país são Espanha, Alemanha, França, Itália e Holanda, que juntas representaram a origem de 65% das importações portuguesas em 2016.

Quanto aos produtos transacionados, como é possível ver no gráfico ao lado, os cinco principais são veículos, combustíveis, máquinas, equipamentos e plásticos, que somaram 44% do valor total importado por Portugal em 2016.

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