Angola: evolução na continuidade

    Angola tem um novo presidente e isso constitui uma nova etapa que, no meu entender, será uma evolução do legado José Eduardo dos Santos, mas também uma oportunidade para que o novo presidente, João Lourenço, aporte o seu cunho e traga algumas mudanças necessárias.  É, por isso, um tempo de expectativa e esperança para muitas empresas da CPLP, em particular de Portugal.

    As afinidades naturais entre Portugal e Angola tornam mais fácil o processo de comunicação entre os dois mercados. A proximidade cultural e linguística entre os dois povos leva a que a população angolana siga de perto as equipes portuguesas de futebol e “consuma” notícias sobre e/ou do nosso país.

    Provas dessa estreita ligação são a quantidade de portugueses que emigraram para Angola e os negócios entre os dois países, que se mantêm num nível elevado apesar das dificuldades de transferências de moedas.

Porquê investir e fazer negócios em angola?

    Angola tem assistido a um crescimento significativo no século XXI. Com enormes reservas de petróleo, o país teve um crescimento exponencial até há três anos, quando estagnou sobretudo fruto da baixa do preço do crude.

    O Governo angolano tem apostado em um plano de investimento para a sociedade civil, infraestruturas, formação de quadros, etc. Essas oportunidades são naturalmente aproveitadas por um conjunto alargado de empresas na venda de produtos, prestação de serviços e transferência de conhecimento. Angola constitui-se como mercado natural para os produtos portugueses, bastante apreciados nesse país e com crescente ganho de quota e importância. Esse mercado tem perspectivas de crescimento otimistas, sendo que se está a assistir à constituição de uma classe média com poder de compra.

Alguns números:

·        1.246.700 km2 de área (14 vezes maior que Portugal);

·        35 tipos de recursos naturais (petróleo, gás e diamantes são os mais importantes) ;

·        Mais de 5 milhões de habitantes em Luanda;

·        6º maior destino de capitais portugueses; e

·        68% das empresas usam produtos importados.

Solidificar a presença em Angola

    Há mais de 15 anos no mercado angolano, percebemos muito bem a evolução, o surgimento de necessidades e oportunidades que acompanham a modernização da sociedade angolana. Podemos dizer que é um país com excelentes empresários e que se está a aproximar dos modelos de negócio ocidentais.

    Neste momento, as oportunidades são menos do “toca e foge” e mais de quem queira investir e solidificar presença no mercado a médio e longo prazo.

    Por exemplo, ao nível da comunicação, os empresários angolanos estão cada vez mais conscientes do valor de uma imagem e da importância de uma comunicação com excelência de forma a evidenciar os atributos de uma empresa. Nos últimos anos, prestamos serviços de comunicação a várias empresas de diversos setores em Angola. Para além de ajudar no crescimento e na solidificação de muitas, também permitiu a entrada com sucesso de outras no país.

    Abre-se um novo ciclo em Angola, com desafios e oportunidades. Cabe a cada um saber aproveitar.

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