Cabo Verde: a situação atual da economia nacional

Cabo Verde

A situação econômica atual

    Cabo Verde: uma pequena economia em desenvolvimento muito focada na prestação de serviços, principalmente turísticos, e na exportação de produtos da agricultura e da pesca.

Com o objetivo de compreender melhor a situação da economia nacional de Cabo Verde, reunimos a seguir 14 gráficos e mapas que mostram a evolução recente dos principais indicadores econômicos, sociais, políticos e empresariais do país.
 

    Após quatro anos seguidos de pouco crescimento, a economia de Cabo Verde recuperou um ritmo mais acelerado em 2016. Como é possível ver no gráfico ao lado, os níveis de crescimento anual do PIB ficaram abaixo de 2% entre 2012 e 2015. Por outro lado, esse indicador subiu para 3,92% em 2016. De acordo com estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB cabo-verdiano cresceu 4% em 2017 e deve subir 4,11% em 2018. Os principais motivos para esse desenvolvimento incluem o bom desempenho do setor turístico, o crescimento da oferta de crédito privado e a recuperação da zona euro, dentre outros.

    Os gastos do Governo, um dos principais fatores no cálculo do PIB, pouco mudaram nos últimos anos. Como é possível ver no gráfico ao lado, esse indicador caiu em 2007, 2011, 2013 e 2014 e cresceu nos demais anos desde 2005. Segundo estimativas do FMI, os gastos públicos cresceram cerca de 13% em 2017 e devem aumentar aproximadamente 3,6% em 2018.

    O nível de desemprego passa hoje por um período de queda. Como é possível observar ao lado, quantidade de pessoas em idade ativa sem emprego declarado atingiu 16,8% do total em 2012, mas esse número caiu consecutivamente desde então, chegando a 9% em 2016. De acordo com estimativas do FMI, o desemprego manteve-se em 9% em 2017 e descerá para 8,5% em 2018. Mesmo assim, é importante considerar que o setor informal representa cerca de 12% do PIB do país, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística

    A Inflação em Cabo Verde passou por considerável instabilidade nos últimos anos. Como observado ao lado, o país passou por deflação em 2014 e 2016, quando os preços da cesta básica caíram 1,41% em relação ao ano anterior. De acordo com estimativas do FMI, por outro lado, a Inflação deve ser bem controlada nos próximos anos, com previsão de 1% em 2017 e 1,53% em 2018.

    Do ponto de vista da Inflação medida mês a mês, no entanto, nota-se que Cabo Verde enfrentou uma deflação até o início de 2017. Como representando no gráfico à esquerda, no entanto, a variação homóloga de preços voltou a ser positiva em fevereiro deste ano e manteve o crescimento desde então. Em setembro, os preços da cesta básica do país registraram uma subida de 3,2% em relação ao mesmo mês no ano anterior.

    Após 28 meses sem alterações, o Banco de Cabo Verde reduziu a taxa de juros com o objetivo de estimular a continuidade do crescimento da inflação. Como visto ao lado, a taxa de juros atual é de 5,5% desde o final de junho de 2017.

    Em termos cambiais, o Escudo Cabo-Verdiano (ECV), moeda oficial do país, variou de maneira significativa nos últimos meses. Como é possível notar ao lado, o valor de um Dólar dos EUA manteve-se em torno de 100 ECV até março de 2016. Nos dois meses seguintes, no entanto, esse valor caiu pouco mais de 4%. Entre junho e outubro do ano passado, por outro lado, o valor de um Dólar voltou a se manter em torno de 100 ECV. Nos últimos meses de 2016 e nos três primeiros de 2017, no entanto, esse valor passou a crescer de forma constante. Desde abril, por fim, esse indicador voltou a cair.

    A atratividade de investimento direto estrangeiro (IDE) em Cabo Verde passa por um período de estabilidade após seguidos anos de crescimento. Como observado à direita, a entrada desse fluxo de capital aumentou mais de 400% entre 2004 e 2013, quando atingiu a marca de US$ 1,64 bilhão. Nos três anos seguintes, no entanto, esse indicador pouco variou.

    As exportações de Cabo Verde, por sua vez, enfrentam uma forte queda após um período de acelerado crescimento. Como visto ao lado, a venda de bens e serviços ao exterior teve uma descida acentuada em 2008, mas subiu de forma constante entre 2009 e 2014, com exceção de 2013. Em 2015 e 2016, por outro lado, as exportações totais de Cabo Verde caíram 82%, descendo para US$ 62,71 milhões. Essa recente descida nas vendas ao exterior foi puxada, principalmente, por quedas das exportações de pescados e seus preparados e de petróleo.


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    Assim como as exportações, as importações passaram por uma queda nos dois últimos anos, embora menos acentuada. Como é possível observar à esquerda, as compras de bens e serviços estrangeiros enfrentaram diversos períodos de subidas e descidas na última década. Em 2015 e 2016, esse indicador caiu 28% em relação a 2014, descendo para o valor total de US$ 549,92 milhões. Essa instabilidade é, em grande parte, explicada pela pequena dimensão da economia cabo-verdiana.



 

    Do ponto de vista dos destinos e dos produtos, as exportações de Cabo Verde vivem forte dependência. Como visto no mapa acima, as vendas de bens e serviços ao exterior são muito concentradas em Portugal e Espanha, que representaram, somados, mais de 81% das exportações totais de 2016.

    O gráfico à esquerda, por sua vez, demonstra uma grande concentração das exportações em poucos bens. Em 2016, último ano com dados disponíveis, peixes e seus preparados foram responsáveis por 81% do valor total exportado.



 

    No âmbito das importações, há uma menor dependência em países ou em categorias de produtos. O mapa acima demonstra que as compras de produtos ou serviços estrangeiros é originária de um variado número de países. Mesmo assim, Portugal foi, sozinho, responsável por mais de 55% do total registrado por esse fluxo em 2016.

    As categorias de bens importados, por sua vez, demonstram uma baixa concentração. Como Cabo Verde consiste em uma pequena economia, há uma necessidade de comprar uma grande variedade de bens do exterior. Os combustíveis, categoria de mais peso na lista, representaram 10% do total importado em 2016.

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