Cobertura de risco cambial para o financiamento de projetos em países africanos

Por José Paulo Oliveira.

    O financiamento de projetos por meio de fontes internacionais constitui uma excelente oportunidade para ultrapassar as limitações que o mercado de crédito enfrenta, em especial nos países da CPLP, bem como oferece a possibilidade de obtenção de taxas de juro muito mais favoráveis que as disponíveis nos mercados bancários internos. Esse cenário é particularmente gritante em Angola e Moçambique, no entanto em muitos outros países da África – e não só – essa é uma situação recorrente e um forte constrangimento para o desenvolvimento de novos projetos e para a alavancagem do crescimento econômico dos países.

    A obtenção de financiamentos internacionais junto, por exemplo, das instituições financeiras multilaterais internacionais como o Banco Mundial ou o Banco Africano de Desenvolvimento, permitem beneficiar de taxas de juros muito baixas, no entanto colocam o desafio da cobertura do risco cambial, uma vez que os empréstimos são concedidos em moedas fortes e os fluxos financeiros associados ao desenvolvimento desses projetos ocorrerão em moedas locais, cujo desempenho histórico e a análise dos fundamentais indicadores macroeconômicos revela serem potencialmente desvalorizadas no horizonte temporal associado às maturidades dos empréstimos, introduzindo risco acrescido de perdas cambiais e financeiras, que acarretam amiúde a inviabilidade dos projetos.

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    A cobertura de risco cambial é uma necessidade evidente nos casos acima, no entanto os mecanismos mais usualmente colocados à disposição das empresas são extremamente onerosos. A alternativa mais eficiente e atrativa para a cobertura de risco cambial nos casos de financiamento internacional é claramente a opção pelo chamado “Leveraged Hedging” usando taxas forward alavancadas, que permitem obter os melhores rácios de custo/benefício nas operações de cobertura do risco cambial. Com essas operações, as empresas conseguem beneficiar de reduções que se situam na casa dos 10 pontos percentuais às taxas atuais. Essa é uma técnica altamente avançada, oferecida apenas por algumas das maiores instituições financeiras internacionais, implicando um desenho à medida e personalizado da operação a realizar e, consequentemente, está ao alcance apenas de entidades nas quais existem competências especializadas que permitam a negociação de contratos OTC, com defesa dos interesses das empresas envolvidas. Enquanto Centro de Investigação e Prestação de Serviços de excelência na CPLP, o OLAE oferece às empresas a possibilidade de disfrutarem desses instrumentos, através dos nossos serviços de apoio profundamente conhecedores dessas metodologias.

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