Como fazer um plano de negócios à século XXI, por José Villa Cardoso

    O mundo mudou. Se na escola surgia uma dúvida sobre um trabalho íamos à biblioteca, hoje, o Sr. Google é o nosso melhor amigo. O que antes escondíamos num diário hoje publicamos na internet. Um acontecimento que antes demorava horas (ou até mesmo dias) a ser noticiado hoje é acompanhado ao segundo.

    Já não é preciso ter barba branca para dizermos “No meu tempo era assim” e falar de uma realidade completamente diferente da de hoje. Tudo ou quase tudo está diferente. O conceito de imediatismo está diferente, o conceito de notícia está diferente, e em algumas circunstâncias até mesmo o conceito de negócios está diferente.

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    Atualmente os negócios são mais rápidos, mais dinâmicos, mais informais e enquanto elemento fulcral aos negócios, o plano de negócio tem que se adaptar a esta nova realidade.

O que um Plano de Negócio já não pode ser

Demorado: De que serve se quando estiver finalmente terminado metade do que lá está definido já mudou?

Massudo, denso, chato, enfadonho: Já não há paciência para comer palha. Os tópicos são seus amigos.

Estático: Os modelos ceteris paribus (latim para “tudo o resto é constante”) já não funcionam.

Em papel: Se tem de ser dinâmico como faz as atualizações?

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Recursos e ferramentas para o seu novo Plano de Negócios

Modelo formal: Encontra muitos templates em qualquer pesquisa na internet. Veja o que melhor se ajusta ao seu negócio.

Business canvas: Também encontrável nas pesquisas, até já existem aplicativos com toda a papinha feita. O Business Model Toolbox e Stategyzer são os que usamos na empresa.

Excel: Diz-se que é dos softwares que todo o empresário deve dominar. Desde as contas mais simples até aos mais elaborados mapas provisionais podem sem feitos e rapidamente analisados, ajustados e integrados com outras ferramentas.

Project Management: Para a implementação e controle do plano existem muitas ferramentas. Wrike e Smartsheet são dois bons exemplos. Até o calendário do seu programa de email pode fazer a função. O importante é não perder de vista os objetivos, tarefas e metas a alcançar.

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E ainda: três maneiras de reduzir custos com base na tecnologia

Se já custa jogar dinheiro fora no tempo das vacas gordas, é impensável aceitar desperdícios quando até as vacas já tem que apertar o cinto. Se tem dificuldade em saber o que mais pode fazer para reduzir custos deixamos-lhe três dicas de como pode tirar partido da tecnologia para reduzir custos na sua empresa

#1 Open source e software as a service: Use e pague só o que precisa e quando precisa. Naquilo que puder opte por software open source. Normalmente adaptado às suas necessidades específicas uma vez que é mais costumizável.

#2 Cloud Computing: A Cloud veio para ficar e quanto mais depressa tirar proveito melhor. Muitos dos serviços webbased oferecem soluções grátis que deve aproveitar para complementar ou até mesmo substitui as soluções que possui atualmente.

#3 Outsourcing: As empresas e os empresários devem concentrar-se no seu core business e nos fatores específicos do seu negócio. As tarefas administrativas, o marketing e a informática são bons exemplos de áreas que quando contratadas a terceiros e desenvolvidas com recurso às modernas técnicas de comunicação se traduzem em melhores resultados e menores custos.

Experimente, não tem nada a perder, muito pelo contrário.

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