Governo de Moçambique suspende temporariamente importação de carne brasileira

    O Governo de Moçambique anunciou a suspensão temporária da importação e comercialização de carnes de origem brasileira. A informação foi divulgada em 30 de março pela diretora nacional moçambicana do Comércio Interno, Zulmira Macamo, durante conferência de imprensa na capital do país, Maputo, conforme referido pela agência Luso.

    Segundo Macamo, o Governo moçambicano criou uma equipe técnica para a avaliação da carne brasileira importada por Moçambique. Essa ação terá a finalidade de averiguar se os produtos em questão fazem parte de lotes supostamente adulterados, conforme deflagrado pela operação "Carne Fraca", da Polícia Federal brasileira. A equipe técnica é formada por representantes dos ministérios da Indústria e Comércio, da Saúde e da Agricultura e Segurança Alimentar de Moçambique, assim como por técnicos da Autoridade Tributária do país africano.

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    A diretora nacional afirmou, ainda, que a medida tem como objetivo evitar danos à saúde dos consumidores de Moçambique. Não foram anunciados, no entanto, prazos para a duração da avaliação e da suspensão.

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    Em 17 de março, a Polícia Federal do Brasil deflagrou a "Carne Fraca", operação de combate à venda ilegal de carnes no país. A operação revelou um suposto sistema de irregularidades cometidas por 21 empresas brasileiras de forma a adulterar carnes vendidas para consumidores nacionais ou estrangeiros. Em resposta a essa situação, diversos países impuseram restrições temporárias à importação de carne brasileira, mas alguns já retomaram o comério.

    Somente em 2016, Moçambique importou cerca de US$ 338 mil em carne suína e US$ 2,8 milhões em carne de frango do Brasil. Duas das empresas investigadas na operação "Carne Fraca" exportam com frequência para o mercado moçambicano. 

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