Investimento estrangeiro em países de Língua Portuguesa caiu 10% em 2016

    A Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) recebeu 10% menos investimento estrangeiro em 2016 em relação ao ano anterior, segundo apontam os dados mais recentes da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (do inglês, UNCTAD).

    Dentre os nove membros da CPLP, sete sofreram quedas na entrada de fluxos de investimento durante o ano passado: Angola, Brasil, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Em termos percentuais, a variação mais negativa foi vivida pelo Timor-Leste, no qual tal fluxo caiu para US$ 5 milhões, valor 88% abaixo do que o registrado em 2015.

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    Cabo Verde e Guiné-Bissau, por outro lado, foram os dois únicos membros da CPLP que viveram subidas nesse fluxo de capital. Mesmo assim, a variação em ambos os casos foi pequena, uma vez que a entrada de fluxos de investimento estrangeiro no mercado bissau-guineense subiu 5%, enquanto no cabo-verdiano, aumentou 3%.

    Com a acentuada queda, o Timor-Leste passou a ser o membro da CPLP que recebeu menos investimento estrangeiro. O Brasil, por outro lado, continua sendo o maior receptor da comunidade, tendo atraído US$ 58,7 bilhões em 2016, embora esse valor tenha caído 20% nos dois últimos anos.

    Anualmente, a UNCTAD publica o Relatório de Investimento Mundial, documento considerado um dos mais completos e detalhados sobre o tema. Apresentamos no quadro abaixo os dados relativos à entrada de fluxos de investimento estrangeiros nos membros da CPLP em 2015 e 2016.

 

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