Investimento estrangeiro em países de Língua Portuguesa caiu 5% em 2015

    A Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) recebeu 5% menos investimento estrangeiro em 2015 em relação ao ano anterior, segundo apontam os dados mais recentes da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (do inglês, UNCTAD).

    Dentre os nove membros da CPLP, sete sofreram quedas na entrada de investimento durante o ano passado: Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste. A variação mais negativa foi apresentada pela Guiné-Bissau, na qual tal fluxo caiu para pouco mais de US$ 18 milhões, valor 36% abaixo do que o registrado em 2014. Angola e São Tomé e Príncipe, por outro lado, viveram subidas nesse fluxo de capital. A economia angolana passou por um aumento de 352% ao atrair em 2015 um total de US$ 8,7 bilhões, maior valor já registrado no país, e tornou-se o maior receptor de investimento de todo o continente africano.

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    Com a queda de 36%, a Guiné-Bissau passou a ser o membro da CPLP que recebeu menos investimento estrangeiro. O Brasil, por outro lado, continua sendo o maior receptor da comunidade, tendo atraído US$ 64,6 bilhões em 2015, mas esse valor foi 12% menor do que o de 2014. Segundo cálculos da Mercados & Estratégias, Portugal recebeu US$ 582,74 em investimento estrangeiro por habitante, tendo sido o maior da CPLP nesse critério, enquanto a Guiné-Bissau atraiu US$ 9,95 por habitante, o menor valor da comunidade.

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    Anualmente, a UNCTAD publica o Relatório de Investimento Mundial, documento considerado um dos mais completos e detalhados sobre o tema. Durante os próximos meses a Mercados & Estratégias publicará análises sobre a evolução do investimento estrangeiro em cada país da CPLP.

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