O Comércio Internacional e as estruturas apoio para as empresas

CONTEÚDO PATROCINADO

    Muito se tem escrito sobre o comércio internacional, das vantagens e desvantagens e qual o seu papel na evolução da economia e no progresso social em geral. No entanto, é necessário contextualizar os pontos fulcrais e perceber quais os impactos e soluções.

    Neste artigo será dada atenção à economia portuguesa.

    As empresas portuguesas enfrentam o paradigma pois, se por um lado conseguem explorar, descobrir e inovar, por outro deparam-se com a falta de apoios ou bases sustentadas para o seu desenvolvimento.

    Vários analistas questionam se o Comércio Internacional é uma das causas ou parte da solução para esse mesmo problema. No meu ponto de vista, é claramente parte da solução. Mas vamos a fatos!

    Nos últimos quinze anos, a economia portuguesa apresentou mau desempenho sistematicamente nos principais indicadores econômicos, tais como Investimento, Crescimento Econômico, Balança Comercial, Déficit e Dívida Pública, contribuindo desta forma para um fracasso nas expectativas dos agentes econômicos.

    Já a nível social, as condições de vida em geral melhoraram, estando em muitos casos próximos da média europeia. Essa convergência permitiu o direito ao nível de vida semelhante aos países europeus mais desenvolvidos. Mas, como tudo, terão de existir bases que sustentem os resultados, o que aqui não se demonstra. Isso é, a base econômica não consegue por si só sustentar a base social. Parte desse sustento explica-se pelo fato de pertencermos a uma União Europeia.

    A Europa, no contexto internacional, sempre foi sinônimo de inovação. No entanto, tarde percebeu o efeito globalização e que esta nova revolução (por alguns analistas apelidada de revolução das telecomunicações) iria ser muito mais rápida e acentuada que a primeira grande revolução da História Moderna (Revolução Industrial).

    Para além disso, a Europa também não entendeu devidamente que a integração dos países de Leste iria ter um impacto negativo para países como Portugal, passando a existir a denominação “parceiros-concorrentes”.

    Por fim, a rápida evolução dos países emergentes acabou, de certa forma, com o fundamento da inovação da Europa, pois esses países beneficiam de capital e fator trabalho capaz de inovar e produzir equiparado a qualquer país desenvolvido (e, em alguns casos, conseguem vantagens competitivas e/ou vantagens comparativas), restando apenas a diferença de que na Europa os salários são mais altos e existe um Estado Social bastante evoluído.

    Apesar de os fatos apresentados até aqui serem negativos e, para alguns, ser suficiente para colocar em causa o Comércio Internacional defendendo o protecionismo (veja-se os exemplos da atual presidência dos EUA ou até mesmo o Brexit), tudo isto pode e deve ser visto como preparação para o futuro e incentivo para a procura de soluções. Devemos ser mais inovadores e procurar nichos de mercado onde possamos competir, tendo em conta que somos socialmente mais evoluídos, pois a liberalização do mercado não pode ser usada como motivo para explicar o nosso desempenho.

    Tendo tudo isso em conta e voltando à ideia inicial deste artigo, as empresas portuguesas deparam-se com grandes dificuldades, não só nos pontos mais sonantes, como a competitividade e financiamento (que não dependem exclusivamente da gestão interna, mas também pelas ações dos decisores políticos e da má reputação dos países periféricos), mas também na capacidade de negociação e de expor os seus principais problemas e pontos de vista, bem como no auxílio à procura de novos mercados. Isso acontece pois o nosso tecido empresarial é essencialmente de Pequenas e Médias Empresas e cujo impacto é significativo na sociedade, mas não tanto no poder de decisão.

    É nessa vertente que se torna importante realçar o trabalho desenvolvido pelo OLAE - Observatório Lusófono de Atividades Económicas, bem como, mais recentemente, da Câmara Económica Europeia - Delegação de Portugal (sendo esta última representante em Portugal da EEIGCHAM - European Economic Chamber). Ambas as associações apresentam uma vasta experiência e conhecimento em diversos mercados, bem como parceiros altamente estratégicos, quer do ponto de vista local quer do ponto de vista das principais instituições europeias, criando dessa forma uma mais-valia para a solidez empresarial e eficiência económica.

    São estruturas de apoio como estas que as empresas deverão procurar!

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