Os alicerces do desenvolvimento econômico da Guiné-Bissau nos próximos anos, por José Paulo Oliveira

    A Guiné-Bissau continua a ter uma economia dependente do setor primário e em especial da produção de caju, sendo que apenas uma ínfima parte da produção total do país é aproveitada, devido à inexistência de uma cadeia produtiva organizada, com tratamento dos produtos, armazenagem e organização com vista à transformação e distribuição, bem como falha no aproveitamento da totalidade do produto, nas suas diversas formas.

    Por toda a África, especialmente nas regiões subsaarianas, a criação de valor acrescentado no aproveitamento da produção agrícola é um dos maiores desafios para o crescimento econômico no século XXI, tornando o investimento nas várias vertentes dos agronegócios essencial para o futuro do continente. A Guiné-Bissau não escapa a essa realidade, enfrentando precisamente o desafio do desenvolvimento dos negócios agroindustriais como estruturantes para o aumento da produção local, criação de valor e riqueza para o país e para os seus cidadãos. Nesse contexto, a necessidade de certificação alimentar local e disseminação de estruturas de transformação industrial apontam inevitavelmente o caminho para o desenvolvimento econômico do país nos próximos anos.

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    Desse modo, será crítico que o país consiga atrair investidores, internos e externos, que arrisquem na criação de estruturas produtivas de valor acrescentado, reforçando a integração econômica do país, nas suas várias regiões. A disponibilização dos instrumentos financeiros de suporte a esse investimento passará muito provavelmente pelas instituições financeiras multilaterais internacionais, como o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que dispõem de soluções muito atrativas para projetos com escala e estruturantes da economia do país, em consonância com a estratégia de desenvolvimento da Guiné Bissau.

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    Uma das formas mais seguras de aceder a esses financiamentos reside na utilização dos serviços de apoio do OLAE, que tem uma equipa altamente especializada na preparação de projetos para financiamento através das Instituições Financeiras Internacionais Multilaterais, com vasta experiência na realização desses projetos para governos de países e entidades privadas, com investimentos relevantes. Esses projetos obrigam ao domínio de um know-how muito específico e apenas raras entidades privadas dos países da CPLP são beneficiárias diretas dessas fontes de financiamento. No entanto, devido ao tipo de instituições em causa, essas constituem algumas das melhores alternativas para financiar projetos, nomeadamente do setor privado.

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