Start-Up, mas como deve ser!

    Portugal é hoje conhecido como um dos mais vibrantes ecossistemas de empreendedorismo na Europa.

    Nos últimos anos, tem-se multiplicado o número de aceleradoras e incubadoras para start-ups, espaços de trabalho alternativos que fomentam o empreendedorismo, como os co-working e os escritórios virtuais, bem como uma série de apoios e concursos para quem tem novas ideias ou quer fazer avançar o seu negócio. Os investidores surgem agora de várias formas – business angels, fundos de capital de risco ou investidores institucionais – e o financiamento ganhou novas modalidades – como o crowdfunding ou o microcrédito.

    Prova disso tudo é que até o maior evento mundial na área do empreendedorismo e de tecnologia, o Web Summit, veio para Lisboa e aqui vai ficar, pelo menos, durante mais 3 anos.

    Mesmo assim, é importante perceber e entender todas essas novas – e algumas complexas – ferramentas que os empreendedores tem à sua disposição para tentar alcançar o sucesso.

    A verdade é que grande parte dos problemas que muitas empresas enfrentam ao fim de um ou dois anos são de cariz societário. Esses são normalmente os maiores desafios porque acontecem quer quando a empresa está economicamente muito bem, quer quando está muito mal.

    Na maior parte das vezes, os empreendedores estão obcecados com as partes mais apelativas ou imprescindíveis, isto é: desenvolver a ideia, fazer o business plan, pensar no nome, na imagem, no espaço físico e em obter o financiamento. Já a definição das regras e do modelo de societário fica muitas vezes descorada.

    Ora, quando as coisas não ficam claras, estabelecidas, reguladas e previstas, é meio caminho para desentendimentos e situações de impasse.

    Como tem vindo muitos investidores e empreendedores estrangeiros para Portugal, é essencial que esses conheçam a legislação do setor em que querem atuar, as responsabilidades laborais, as regras de financiamento, bem como se salvaguardem juridicamente nos contratos que celebram. Conhecer os vários modelos societários existentes, as suas implicações fiscais e ter um parassocial à sua medida pode ser a chave para o verdadeiro sucesso.

    Por tudo isto, é bom perder algum tempo antes e começar com o pé direito! Mas avance e venha investir e empreender em Portugal.

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